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Angola na mira de investidores brasileiros

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O Instituto Mix de Profissões, uma das maiores redes de ensino profissionalizante do Brasil, é mais uma das empresa brasileiras a investir em solo angolano. O IM comemora em 2020, o primeiro ano da assinatura do contrato da primeira unidade IM fora do Brasil. A escola em Angola é um marco especial na trajetória da empresa.

Mas não foi só o IM que “mirou” para o país africano. Na capital Luanda, você encontra muitas obras e edificações assinaladas por empreiteiras brasileiras. Por lá, você pode comer algo em uma das franquias de alimentação do Bob´s, empresa brasileira.

A reconstrução de Angola já levou mais de 200 empresas brasileiras à África, segundo o mais recente estudo do banco de investimento sul-africano Standard Bank. O número supera a presença das companhias da China, que detém a posição de maior parceiro bilateral dos angolanos em valor de investimentos. O Brasil é o segundo maior.

O idioma de Angola favorece o Brasil


Com uma população de mais de 30 milhões de habitantes, Angola, assim como o Brasil, foi colonizada pelos portugueses e, portanto, tem como idioma oficial a Língua Portuguesa. O país fica no lado esquerdo do continente africano e é banhado, assim como o Brasil, pelo oceano atlântico.

Estudo profissionalizante chega em boa hora


Em vasta expansão, Angola segue em ritmo acelerado na busca pela industrialização e pela qualificação da sua mão de obra, e é aí que entra a importância de uma rede de ensino profissionalizante como o Instituto Mix de Profissões. Com desafios a vencer, o povo angolano precisa, mais do que nunca, de estudo para continuar o desenvolvimento socioeconômico. E você, quer saber mais sobre essa nação surpreendente? Vamos lá!

Angola é um país naturalmente rico


Assim como o Brasil, Angola é rica em pedras preciosas, petróleo e minério de ferro. O que reforça a tese científica de que no passado, há milhões de anos, os dois continentes (América do Sul e a África) tinham uma ligação geografia, a famosa Pangeia.

No período da colonização portuguesa, o povo nativo angolano viu suas riquezas irem para as metrópoles portuguesas, atualmente o cenário não é mais o mesmo. Mesmo sendo explorado por anos, o país ainda tem uma das maiores reservas de diamantes conhecidas na África.

O país vivenciou guerras civis


Angola viveu uma guerra civil de 1975 até 2002, com alguns intervalos. O conflito armado, iniciado logo após Angola ter se tornado independente de Portugal, foi uma disputa pelo poder entre dois antigos movimentos de libertação, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).

Se formos parar para analisar esse período de guerras, mortes e desafios sociais para o povo angolano, notamos que tudo é muito recente, desde a sua independência até o fim da guerra, o que faz com que existam muitas cicatrizes desses conflitos históricos no país ainda hoje.

Brasil “reconheceu” Angola


A República Federativa do Brasil foi o primeiro país a reconhecer oficialmente a independência de Angola em 11 de novembro de 1975, data de sua proclamação. Angola passou de um sistema monopartidário marxista-leninista (inspirado na União Soviética), baseado em uma economia estatal, para uma democracia multipartidária e economia de mercado depois das eleições de 1992.

Cultura eclética


A língua oficial de Angola é o português, como já mencionamos, mas algumas regiões têm o estatuto de línguas nacionais, sendo as mais faladas: Kikongo, Kimbundo, Tchokwe, Umbundo, Mbunda, Kwanyama, Nhaneca, Fiote, Nganguela, entre outras. O Brasil e Portugal são um dos poucos países lusófonos em que apenas o português predomina na comunicação da população.

Ainda sobre a cultura, um dos estilos musicais mais populares em Angola é o semba, palavra que significa umbigada. Outro gênero de música e dança que vem se destacando no país desde a década de 1980 é o Kuduro, estilo influenciado inclusive pelo semba. Escravos capturados em Angola levaram a capoeira ao Brasil.

Os angolanos desenvolveram a prática como um método de defesa contra os senhores violentos. Como no Brasil colonial os escravos precisavam disfarçar os treinamentos, eles deram a aparência de música e dança recreativa à capoeira, interessante esses laços históricos entre os dois países, não?

Símbolos naturais


O principal rio de Angola é o Kwanza, nome que batiza a moeda nacional, o qual possui 1 mil km de longitude, mas apenas 240 km são navegáveis. Outra curiosidade da Angola é o antílope gigante ou palanca-negra-gigante (Hippotragus niger variani), que é uma subespécie rara de antílope que existe apenas em Angola e está à beira da extinção.

É um símbolo nacional do país e os angolanos têm grande respeito por esse animal, o qual, segundo a mitologia africana, simboliza a vivacidade, a velocidade e a beleza. Os jogadores da seleção nacional de futebol são conhecidos como os “palancas negras”.

Viu como temos tantas coisas em comum e laços históricos que nem imaginávamos?