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Inteligência emocional: frases para evitar no trabalho

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Quem nunca passou por uma saia justa ao dizer algo e ofender, ou chatear, outra pessoa? Pelo menos uma vez na vida você deve ter cometido essa gafe, certo? Por incrível que pareça, uma simples frase pode causar mais estragos do que benefícios para quem a escuta. A inteligência emocional é necessária tanto em casa quanto, principalmente, nas empresas.

Às vezes é preciso medir bem as palavras para não causar um desconforto criando atritos desnecessários. O exercício mental recomendado nessas situações é sempre se colocar no lugar do outro, pensar e refletir sobre seus atos e palavras antes de “jogá-las ao vento”. Isso é ter inteligência emocional.

Em tese, o exercício nada mais é do que uma espécie de “luta da inteligência emocional”, pois aprimora sua percepção para detectar o nível de inteligência emocional de outra pessoa e, assim, usar isso para sua autocompreensão. Vamos dar alguns exemplos simples para auxiliar na compreensão.

Inteligência para saber o momento de ouvir


Vamos imaginar uma situação que pode acontecer na sua empresa. Você está explicando uma dificuldade ou um desafio que está enfrentando para um colega de trabalho. Talvez sua intenção seja só desabafar ou então buscar conselhos. Mas, após descrever a situação, a pessoa responde com um “eu sei como você se sente”.

Em uma situação dessas a conversa pode parar por aí mesmo ou ele começa a falar sobre os próprios problemas, algo que provavelmente não tem nenhuma relevância para você no momento. De repente, o assunto passa a ser o outro, e não mais você.

Moral da história, se alguém vem até você colocar um problema ou uma situação específica, não corte o desabafo dele e vire o foco para você. Ter inteligência emocional no trabalho é perceber que o colega precisa de apoio e que o momento é de você ajudá-lo, talvez só ouvindo mesmo, já é algo significativo.

Seja um bom conselheiro


Isso, obviamente, não quer dizer que você precise concordar com tudo que ele diz. Ajudar, nesse caso, é mostrar os caminhos que você acredita serem os certos e que talvez ele não esteja visualizando, perceba o momento do outro e não tente ser sempre o foco, mostrando que a sua situação, ruim ou boa, está sempre acima das dos outros.

Frases que incomodam os colegas


Há uma frase um tanto quanto chata e que pode desencadear uma reação negativa em uma conversa, que é: “Você não pode apenas fazer isso?” Agora, imagine outro momento hipotético: você está descrevendo uma situação que te incomoda, detalhadamente, e o seu ouvinte te interrompe com uma “solução”, sem ouvir o restante da história.

Exemplo: “Eu tentei tanto conversar com aquela pessoa para que ela mude sua atitude na empresa, mas nada funciona.”
A resposta: “Você não pode simplesmente ignorar a situação e continuar o seu trabalho?”
Você diz a si mesmo: se eu pudesse “apenas” fazê-lo, provavelmente faria. Você não acha?

Não subestime a inteligência do próximo


Há uma outra questão, referente a inteligência emocional, que incomoda bastante no ambiente corporativo. A famosa pergunta: “Oi, como está? Bem?” Até aí tudo bem, se a maioria dessas perguntas não se tornasse meramente um padrão “casual”, sem que a pessoa realmente se interesse pela situação emocional do colega, ou pior, começa um diálogo com essa pergunta com a intenção de pedir algo em troca.

Perguntar como alguém está é ruim? Dependendo da intenção, sim. Em muitas ocasiões, o orador não quer realmente saber como você está, e já emenda um “bem” logo após a pergunta. A pessoa já diz aquilo que quer ouvir, sem dar espaço para o outro falar a verdade.

Isso vai tornando o ambiente “robotizado” e fazendo com que as pessoas se sintam menos à vontade para exporem suas ideias ou críticas construtivas e, consequentemente, gostem menos das pessoas que utilizam essa frase: “Oi, como está? Bem?“, sem a real intenção de saber a condição do outro.

Existem duas maneiras pelas quais as pessoas podem responder às outras em uma conversa. Com apoio, mantendo o foco da conversa no orador, ou com desdém, colocando o foco em si mesmos.

Que possamos utilizar a inteligência emocional em nosso favor e dos outros, para tornar, cada vez mais, o ambiente de trabalho sadio, menos cansativo, engessado em frases que não levam a nada, principalmente em momentos de crise como o de agora. Você pode se inteirar mais sobre esse assunto nesse artigo.