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Auxílio emergencial segue até dezembro

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Os impactos da crise econômica causada pela pandemia poderiam ser bem mais graves caso não houvesse o auxílio emergencial. Apesar de todos os problemas enfrentados por aqueles que dependiam, e ainda dependem do benefício (como problemas com o CPF, lentidão e erros no aplicativo da Caixa e as longas filas), o governo conseguiu mitigar pelo menos uma parte do rombo no orçamento de milhões de brasileiros.

O auxílio emergencial também aumentou o poder de compra dos brasileiros, estatísticas mostraram que o comércio teve uma recuperação estrondosa em julho (se comparado com os outros meses e até os outros anos). Teve ainda quem aproveitou para pôr as contas em dia, se você está na lista de brasileiros que buscam limpar o nome na praça, temos até um artigo especial sobre isso.

Governo decide estender auxílio emergencial


O auxílio emergencial vai ser prorrogado até dezembro deste ano. O anúncio foi feito no início do mês de setembro pelo presidente Jair Bolsonaro, mas terá valor menor do que os antigos R$ 600, agora o valor passa a ser de R$ 300.

Os beneficiários do Bolsa Família vão poder sacar a sexta parcela do auxílio emergencial entre 17 e 30 de setembro, calendário habitual do programa, sempre nos dez últimos dias do mês, de acordo com número final do NIS.

Quem não irá receber o auxílio emergencial de R$ 300?


Confira quem está fora do novo processo de pagamentos do auxílio emergencial do Governo Federal.

  • Passou a ter vínculo empregatício formal ativo após o recebimento do auxílio emergencial, seja na iniciativa privada ou no serviço público (incluídos os ocupantes de cargo ou função temporários ou cargo em comissão de livre nomeação e exoneração e os titulares de mandato eletivo)
  • Recebe seguro-desemprego
  • Mora no exterior
  • Tem renda superior a meio salário mínimo por pessoa da família (R$ 522,50). Ou familiar acima de três pisos nacionais (R$ 3.135)
  • Tem benefício previdenciário ou assistencial (exceto o Bolsa Família)
  • Recebeu, em 2019, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70
  • Tinha, em 31 de dezembro de 2019, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, incluída a terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil
  • Tenha recebido, em 2019, rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil
  • Tenha sido incluído, em 2019, como dependente de declarante do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), na situação de cônjuge; companheiro com o qual o contribuinte tenha filho ou com o qual conviva há mais de cinco anos; ou filho ou enteado com menos de 21 anos ou menos de 24 anos, desde que esteja matriculado em estabelecimento de ensino superior ou de ensino técnico de nível médio
  • Esteja preso em regime fechado
  • Tenha menos de 18 anos de idade, exceto no caso de mães adolescentes
  • Tenha indicativo de óbito nas bases de dados do governo federal

Números do programa


O auxílio emergencial foi criado para atender trabalhadores informais e desempregados durante a pandemia do novo Coronavírus. Segundo a Caixa Econômica Federal, o programa atende 67,2 milhões de beneficiários (muito mais que o governo estimava, o que fez com que o Brasil “enxergasse” os chamados “invisíveis”) e pagou, até 31 de agosto, quase R$ 185 bilhões.

Dos que têm direito a receber a ajuda do governo, 19,2 milhões são do cadastro do Bolsa Família, 10,5 milhões são do Cadastro Único do Governo e 37,5 milhões foram aprovados após inscrição no aplicativo ou pelo site. Aproximadamente 113,3 mil pessoas aguardam reanálise para receber a ajuda.

Outro benefício que segue o calendário de pagamentos é o saque emergencial do FGTS de contas ativas ou inativas, milhões de brasileiros já sacaram ou ainda vão sacar o recurso, você pode acessar esse artigo para conferir mais informações sobre os prazos.

Oportunidade de investir


O tombo na economia foi grande, a soma do Produto Interno Bruto (PIB) teve um recuo de mais de 9%, seguindo outras nações como os EUA que também viram sua economia encolher nos últimos meses. Mas, segundo especialistas, o pior já passou. A economia voltou a girar e o comércio e a indústria voltaram a mostrar novo fôlego.

Para quem está recebendo o auxílio emergencial a hora é propícia para pensar além, mais do que nunca a mercado precisará de mão de obra especializada, e enquanto muitos enxergam educação como gasto, a realidade é que um curso profissionalizante nesse período, por exemplo, é um investimento certeiro para quem quer ingressar no mercado de trabalho, voltar a trabalhar ou empreender.