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Vazamento de dados e o crime organizado

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Recentemente os noticiários do Brasil informaram o escândalo de vazamento de dados de milhões de brasileiros que tiveram informações como CPF, número de telefone, e-mails e outros dados vazados. Informações pessoais que, muitas vezes, caem nas mãos de criminosos que têm a intenção de aplicarem golpes com os dados das vítimas.

Com a introdução da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na sociedade, tem-se falado muito sobre segurança da informação. Dificilmente a população tem a dimensão do valor que as suas informações pessoais podem ter. E é exatamente por serem valiosas, que estão surgindo frequentes incidentes com vazamento de dados no Brasil.

2021 começou com escândalos de vazamento de dados


Logo nas primeiras semanas do ano investigações apontaram que mais de 220 milhões de dados foram encontrados na “Dark Web”, um local obscuro da rede, sem regulamentação, que abrange uma série de ilicitudes. Trata-se do maior incidente de dados já registrado na história do Brasil, foram vazados mais dados que o número de habitantes do país.

“A empresa PSafe, que atua na área de cibersegurança, investigou o caso e encontrou um hacker que se diz estrangeiro e vende o material por lotes. A situação vai ao encontro do que falamos no nosso artigo anterior sobre “dados pessoais: qual o valor deles?”. O que causou espanto, além da quantidade absurda, foi a qualidade dos dados vazados, pois foi encontrado: nome, endereço, renda, informações de imposto de renda, fotos, participantes do bolsa família, score de crédito e outros dados que teriam sido compilados em agosto de 2019″, explica a encarregada de dados da rede Instituto Mix de Profissões, Diana Cristina Maciel.

O que os criminosos fazem com os dados vazados?


Incidentes como esses podem resultar em situações como fraude de identidade, falsificação de cadastros, compra de produtos, assinatura de serviços, são inúmeras as consequências que um vazamento de dados tão particulares pode causar na vida de um indivíduo.

“Como se esse incidente já não fosse suficientemente assustador, na primeira semana de fevereiro a mesma empresa de cibersegurança, relatou outro vazamento, agora de um banco de dados de contas de celular com mais de 100 milhões de cadastros, que constam informações como CPF, número de celular, tipo de conta, tempo de ligação e outros dados pessoais”, enfatiza Diana.

Segundo a encarregada de dados, a empresa relata que o cibercriminoso afirma ter recolhido os dados de operadoras telefônicas, mas as investigações ainda estão em andamento.

“O banco de dados vazados conta com nome completo do assinante da linha, endereço de usuário e estão sendo comercializados no mercado negro da internet. Ao contactar o criminoso, para fins investigatórios, o hacker relatou que contém informações de dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro, dos apresentadores William Bonner, Fátima Bernardes, entre outros”, conta Diana.

Vazamento de dados acende “luz vermelha” na ANPD



Com todos os incidentes ocorridos até o momento, a empresa que conseguiu alertar as autoridades sobre o gigantesco vazamento de dados, acionou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, a ANPD, que informou que investigará e auxiliará na apuração dos fatos e vai adotar medidas para reduzir os efeitos desse vazamento histórico de dados dos brasileiros.

“Bem se sabe que dados pessoais circulam na internet há tempos, porém com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), situações como essa deverão ser punidas e apuradas com mais rigor, é o que todos nós, titulares de dados, esperamos.

Para saber mais sobre como proteger seus dados, acesse este artigo do Mercado de Trabalho.